Viagem a Roma

Vejam os itens mais importantes:
1. O apóstolo Paulo queria muito visitar e espalhar o evangelho de Jesus Cristo em Roma, mas a sua prisão em Jerusalém, mudou TUDO! Acabou ficando sob custódia romana por quase cinco anos, incluindo o tempo gasto na viagem de navio para a Itália. Logo, precisou repensar seus planos missionários.
2. Precisamente, após ficar preso em Cesareia por 2 anos, Paulo foi enviado a Roma junto com alguns presos sob o comando do centurião Júlio. Eles foram enviados no final do verão, período desfavorável para viajar pelo Mediterrâeo.
3. Lucas, o autor do livro de Atos, participou dessa viagem e relatou com muitos detalhes. Afirma que eles enfrentaram dificuldades desde o início e depois de muita demora por causa de ventos muito fortes, chegaram à baia de Bons Portos, na ilha de Creta. At 27:8
4. Enquanto estavam em Bons Portos, Paulo aconselhou e admoestou aos responsáveis pela embarcação dizendo que eles não deveriam seguir viagem, porque todos poderiam correr risco de morte.
5. O centurião Júlio, não deu crédito aos conselhos de Paulo, e decidiram viajar mais 65Km para o este até o porto de Fenice onde poderiam passar o inverno em segurança. Seguiram as ordens do piloto e mestre do navio.
6. O que aconteceu? a viagem começou tranquila, mas logo depois, desencadeou um TUFÃO de vento e o navio foi arrastado com violência para todos os lados. 
7. Logo eles começaram a lançar a carga no mar e até alguns equipamentos do navio, pois tentavam se salvar… a situação era dramática: vários dias sem a luz do sol, pouca visibilidade, chuva pesada  e ventos fortes; e o pior: NÃO SABIAM onde estavam e haviam perdido a esperança de salvamento. Com muito custo, conseguiram recolher o bote. Atos 27:20
8. No meio de tanta perplexidade, Paulo acalmou a todos dizendo “vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá, somente o navio… esta noite, o anjo de Deus, a quem eu sirvo, esteve comigo e prometeu que ninguém vai morrer e eu vou comparecer perante César”.
Depois de 14 noites, lançando o prumo, acharam 35 braças, lançaram 4 âncoras… alguns marinheiros queriam fugir, mas Paulo disse: “se não permanecerem a bordo, não se salvarão”.
9. Quando amanheceu o dia, Paulo pediu que todos se alimentassem bem, porque precisariam de forças para nadar. Paulo orou, deu graças a Deus e todos comeram. 276 pessoas estavam  no navio. Para finalizar, o centurião ordenou que todos nadassem até à praia, e os que não soubessem nadar, deveriam se agarrar em destroços do navio… e assim, TODOS se salvaram.
10. Quando chegaram em terra, ficaram sabendo que estavam em Malta. Permaneceram ali por três meses. Foram muito bem recebidos. Como estava muito frio, os malteses fizeram uma fogueira para que todos se aquecessem. E o que aconteceu?
11. Paulo quando foi pegar um graveto para colocar na fogueira, foi picado por uma cobra, porém saiu ileso. Como Paulo não morreu, os moradores diziam que ele era um “deus”. Paulo aproveitou essa situação para dizer que não era um deus e para testemunhar de Deus a quem servia.
12. Públio, um procurador romano de Malta acolheu Paulo e seus companheiros por três dias.
13. O pai de Públio ficou doente e Paulo foi visitá-lo. Orou com ele e ele ficou bom; muitos outros doentes da ilha foram trazidos e foram curados por Deus através de Paulo.
14. Depois de 3 meses, Paulo e seus companheiros finalmente continuaram a viagem. Eles chegaram em Pozzuoli, na baía de Nápolis… e seguiram por terra para Roma.
15. Muitos cristãos viajaram vários quilômetros para encontrarem-se com Paulo. Haviam muitos colaboradores, conversos, parentes e muitos amigos que gostavam de Paulo em Roma, embora ele nunca tivesse estado ali.
16. Essa manifestação de carinho e amor fez muito bem para Paulo, afinal, ele tinha sofrido muito nas viagens e estava se preparando para enfrentar o julgamento perante o imperador.
17. Em seu relatório, Festo escreveu: “de acordo com a lei romana, Paulo não era culpado de nenhum crime”. E por essa declaração, Paulo, conseguiu alugar uma casa para aguardar o julgamento, uma espécie de prisão domiciliar. Isso significa que ele pôde trabalhar para custear suas próprias despesas.
18. Assim que Paulo se estabeleceu, convocou os líderes judeus para declarar sua inocência e explicar que não havia sido preso por nenhuma razão, senão pela esperança de Israel. Sua intenção era pregar o evangelho, mostrando como a ressurreição de Jesus era a grande esperança de israel.
19. Em um dia marcado, os judeus em grande número vieram para ouvir a mensagem de Paulo. Citou Isaías 6:9 e 10 que descreve o que acontece quando as pessoas se recusam a aceitar a mensagem divina.
20. Paulo teve que esperar DOIS ANOS para ser julgado pelo imperador. Enquanto isso, pregou o evangelho de Cristo para todos que vinham até ele.
21. Lucas, o escritor de Atos, faz questão de terminar o seu livro, contando a vitória do Evangelho. “Paulo pregava o Reino de Deus, e com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus”. Atos 28:31
22. Podemos concordar que Paulo e outros homens de Deus contribuíram para realizar o desejo do Senhor: “sereis Minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, até os confins da terra”.
23. Quando pensamos em missão da igreja, a propagação do Evangelho ainda não  foi concluído. É aqui que você e eu entramos em cena. Agora é a nossa vez, concluir a missão que Jesus nos deixou… “então, virá o fim”.  Mt 24:14
24. E Paulo? a Bíblia não relata, mas a tradição afirma que Paulo foi condenado e decapitado por ordem de Nero. (Chorei!)
25. Pouco antes de morrer, Paulo escreveu para seu amigo Timóteo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos que amarem a Sua vinda”. Tm 4:7 e 8 

Senhor Jesus, queremos participar da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Desejamos ser fiéis até o fim como fez Paulo. Ajuda-nos. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.