Resumo da Lição – Justificação pela fé

Vejam os itens mais importantes:
1. Estamos estudando o livro de Romanos e essa semana chegamos ao tema principal: a Justificação pela Fé, a grande verdade que provocou a Reforma Protestante.
2. Apesar de todas as declarações contrárias, Roma não mudou em nada, em relação a essa crença, a posição que manteve em 1520, quando o papa Leão X emitiu uma bula papal condenando Lutero e seus ensinamentos.
3. Martinho Lutero queimou uma cópia da bula, pois, se havia um ensinamento sobre o qual nunca se poderia fazer concessões, era e é a Justificação pela Fé.
4. A ideia fundamental é uma figura com base na lei. O transgressor da lei comparece diante de um juiz e é condenado à morte por suas transgressões. Entretanto, aparece um SUBSTITUTO e toma os crimes do transgressor sobre Si mesmo, absolvendo o criminoso. Assim, o criminoso permanece agora perante o juiz, não só absolvido de sua culpa, mas também considerado como se nunca tivesse cometido os crimes pelos quais foi levado ao tribunal. Tudo isso porque o SUBSTITUTO, tem uma “ficha perfeita”, oferece ao criminoso perdoado Sua própria e perfeita obediência à lei.
5. No plano da salvação, cada um de nós é o criminoso. O SUBSTITUTO é Jesus. Ele está no tribunal em nosso lugar; Sua Justiça foi aceita em lugar de nossa injustiça.
6. Logo, somos justificados diante de Deus, não por causa de nossas obras, mas por causa de Jesus, cuja justiça se torna nossa quando a aceitamos “pela fé”. Essas são as boas-novas!
7. Paulo afirma “ninguém será justificado diante de Deus por obras da lei, em razão de que pela lei, vem o pleno conhecimento do pecado”. Rm 3:20
8. Paulo usou o termo “lei” em sentido amplo, conforme os judeus compreendiam. Torá = palavra hebraica para lei. Um judeu ainda pensa lei como a instrução de Deus descrita nos primeiros cinco livros de Moisés, em todo o Antigo Testamento, que inclui a lei moral. Podemos pensar na lei como sistema judaico.
9. Hoje sabemos que a lei judaica não é mais obrigatória, então, pensamos na lei moral. Nem o sistema judaico, nem a lei moral pode salvar o pecador.
10. A função da lei é mostrar o caráter de Deus e mostrar às pessoas em que áreas não conseguem refletir esse caráter.
11. A lei, entretanto, revela diante de Deus as falhas e a culpa de uma pessoa. A lei não pode remover essa culpa; o que ela pode fazer é levar o pecador a buscar um remédio para esse problema: Jesus!
12. A obediência a qualquer uma das leis ou a todas elas não tornará ninguém justo aos olhos de Deus. A lei, deve como dissemos, mostrar nossas falhas e nos levar a Cristo.
13. Deus já mostrou que o meio pelo qual Ele aceita as pessoas não tem nada a ver com a lei.
14. A justiça de Deus é uma justiça que vem de Deus, é a única justiça verdadeira. É a justiça que Jesus exercitou em Sua vida como ser humano. Ele a oferece a todos os que a aceitam pela fé.
15. A fé é muito mais do que a aceitação intelectual; é mais do que apenas um reconhecimento de fatos da vida de Jesus e Sua morte.
16. A verdadeira fé em Jesus é aceita-Lo como Salvador, Substituto, Fiador e Senhor. É escolher Seu modo de vida. É confiar nEle e procurar, pela fé, viver de acordo com Seus mandamentos.
17. Paulo afirmou: “sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”. Rm 3:24
18. Graça significa favor. Quando um pecador se volta para Deus em busca de salvação, é um ato de graça considerar ou declarar essa pessoa “justa”. É favor imerecido.
19. O cristão é justificado sem nenhum mérito próprio, sem nenhuma reivindicação para apresentar a Deus em seu próprio favor. A pessoa é justificada pela redenção que há em Cristo Jesus, a redenção que Ele oferece como Substituto e garantia do pecador.
20. A justificação é um ato pontual, acontece em um momento no tempo. Num momento, o pecador está fora, injusto, e rejeitado; no momento seguinte, APÓS a justificação, a pessoa está dentro, justa e aceita.
21. Aquele que está em Cristo entende a justificação como um ato passado, que ocorreu quando ele se entregou totalmente a Cristo. Ser justificado, é ter sido justificado.
22. Atenção! Atenção! Se o pecador justificado cair e depois retornar a Cristo, a justificação ocorrerá novamente. A reconversão é considerada uma experiência diária; a justificação pode ser uma experiência que se repete.
23. Por Sua morte sacrifical, Jesus foi oferecido como meio de salvação e é representado como Aquele que providencia a propinação, isto é Deus fez o que era necessário para nos salvar.
24. Paulo fala sobre a “remissão dos pecados”; são nossos pecados que nos tornam inaceitáveis a Deus. Deus providenciou um meio para que esses pecados fossem remidos pela fé no sangue de Cristo, portanto, qualquer pessoa que tiver fé em Seu Sangue, pode ter seus pecados remidos.
25. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”. Rm 3:28 Para Paulo, obras da lei são as obras em que os presunçosos confiam, como se, ao fazê-las tornam-se justificados por causa de suas obras.
26. Já entendemos que a lei não nos salva, mas não significa que não devemos obedecê-la, concorda? Guardar a lei é a prova que amamos a Deus. “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos”. Paulo, Tiago, João e muitos outros homens de Deus e o próprio Jesus guardaram a lei.
27. Paulo declarou que, embora a obediência à lei não seja o meio de justificação, a pessoa justificada pela fé ainda obedece à lei de Deus e, de fato, é a única que pode obedecê-la.

Senhor Jesus, ajuda-nos, porque  como cristãos queremos viver em paz com nossos irmãos próximos a nós e com nossos irmãos da igreja. Ajuda-nos a praticar o mesmo espírito que Jesus tinha nos Seus relacionamentos. Amém!

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!
Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Link para a lição completa: http://mais.cpb.com.br/licao-adultos/