RESUMO da Lição – As duas Alianças

Vejam os itens mais importantes:

  1. Ideia errada: Existem duas alianças – a antiga, com base na lei, e a nova fundamentada na graça. Por quê? A salvação nunca foi pela obediência à lei. Desde o início, o judaísmo bíblico sempre foi uma religião de graça.
  2. Paulo afirma que as duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humans e representam duas maneiras diferentes de tentar se relacionar com Deus, que representam a Caim e Abel.
  3. A antiga aliança representa os que, como Caim, erradamente, confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. A nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, confiam inteiramente na graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu.
  4. Conceito de aliança = ocorre 300 vezes no Antigo Testamento. Refere-se a um contrato obrigatório, acordo ou tratado. Desempenha papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do Antigo Oriente Próximo. Envolvia sacrifício de animais como parte de seu processo. A matança de animais simboliza o que aconteceria a uma das partes, caso falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança.
  5. De Adão a Jesus, Deus Se relacionou com a humanidade por meio de muitas promessas da aliança centralizadas em um futuro redentor. No cativeiro babilônico, Deus prometeu a Israel uma nova aliança com a vinda do Messias.
  6. Embora o casamento, o trabalho físico e o sábado fizessem parte das provisões gerais da aliança da criação, seu foco principal era o mandamento de NÃO COMER DO FRUTO PROIBIDO. A natureza básica da aliança era OBEDECER e VIVER.
  7. O natural era que Adão e Eva obedecessem, mas escolheram o que não era natural. Assim, romperam com a aliança da criação.
  8. Deus tomou iniciativa para restaurar o relacionamento que Adão e Eva haviam perdido. Ele fez isso estabelecendo imediatamente uma aliança de graça, com base na promessa de um Salvador.
  9. A aliança abraâmica – As promessas de Deus para Abrão dizem respeito à graça divina. Foi o Senhor, não Abrão, que fez as promessas. Deus fez as promessas e Abrão foi chamado a exercer fé na promessa de Deus, quando decidiu com 75 anos de idade obedecer a Deus: deixou seus familiares e se dirigiu à terra que Deus havia prometido.
  10. Deus pronunciou uma BÊNÇÃO sobre Abraão e, por meio dele, a todos os seres humanos, o Criador renovou Seu propósito redentor.
  11. Constatamos que Deus abençoou Adão e Eva, Noé e a seus filhos. Logo, Deus tornou clara a Sua promessa anterior de um Redentor que iria redimir a humanidade, destruir o mal e restaurar o paraíso.
  12. Deus confirmou Sua promessa de abençoar todos os povos em Sua obra universal de proclamação do evangelho.
  13. Abraão acreditou, mas também teve dúvidas ao longo do caminho. Sua fé foi crescente. Chegou a perguntar a Deus: “Como saberei que hei de possuir a terra?” Gên 15:8  
  14. Depois de esperar 10 anos pelo nascimento do filho prometido, Abrão e Sarai permaneciam sem filhos. Concluindo erradamente que Deus precisava da ajuda deles, Sarai deu Habar a Abrão como concubina.
  15. Naquela época, uma escrava poderia servir legalmente como mãe de aluguel para sua patroa estéril. Sarai podia considerar como dela a criança nascida de seu marido e Hagar. A gravidez deu certo, mas não era esse o plano de Deus. Nasceu Ismael. Abraão pediu a Deus que o aceitasse como seu herdeiro. Deus disse NÂO! NÃO!
  16. Tivesse Abrão confiado no que Deus lhe havia prometido, teria evitado muito sofrimento.
  17. Como Sara era estéril e idosa, Abraão necessitada de muita fé para acreditar que teria um filho com ela.
  18. Há uma semelhança entre Hagar e Monte Sinai. Deus queria partilhar com os filhos de Israel no Sinai da mesma relação de aliança que havia compartilhado com Abraão. Deus enfatizou o que Ele faria por Seu povo. Ele não pediu que os israelitas prometessem fazer qualquer coisa para obter Suas bênçãos. Eles APENAS deveriam obedecer como resposta. Deus queria que Israel tivesse a mesma fé de Abrãao na maior parte do tempo.
  19. Os israelitas entenderam o pedido de Deus, não responderam com humildade e fé, mas com autoconfiança. Que pena! Os israelitas procuravam transformar a aliança da graça de Deus em uma aliança de obras.
  20. Hagar simboliza o Sinai, no sentido de que ambos revelam tentativas humanas de salvação pelas obras.
  21. Paulo chamou a atenção dos gálatas em relação à lei. A lei alimentava neles uma determinação profundamente arraigada de depender de recursos pessoais a fim de agradar a Deus. Assim, a lei não os conduzia a Cristo, em vez disso, ela os separava de Cristo.
  22. Paulo combatia ideias dos gálatas quando afirmavam que eram os verdadeiros descendentes de Abraão e que Jerusalém – o centro do cristianismo judaico e da lei – era sua mãe. Acusavam os gentios como ilegítimos. Se quisessem ser verdadeiros seguidores de Cristo, deviam se tornar filhos de Abraão e submeterem-se à lei da circuncisão.
  23. Paulo argumentava: Esses opositores e legalistas não eram filhos de Abraão, mas eram filhos iletímos como Ismael. Ao colocar sua confiança na ciscuncisão, estavam confiando “na carne” como fez Sara com Hagar e como os israelitas fizeram com a lei de Deus no Sinai.
  24. Paulo dizia que os cristãos gentios, eram filhos de Abraão não pela descendência natural, mas, como Isaque, pela linhagem sobrenatural. Eles eram um cumprimento da promessa feita a Abraão. Como Isaque, seu nascimento na liberdade era o efeito da graça divina e pertenciam à coluna da aliança da promessa.
  25. Paulo afirma que os verdadeiros descententes de Abraão enfrentarão zombaria e perseguição dos falsos cristãos, presos ao legalismo. Que Deus nos ajude!
  26. Como descendentes espirituais de Isaque, não devemos ficar surpresos quando sofremos dificuldades e oposição, mesmo dentro da própria família da igreja.

Senhor, somos gratos a Ti pelas maravilhosas promessas que o Senhor nos fez. Somos gratos a Ti porque somos descendentes espirituais de Isaque e pertencemos à aliança da promessa.

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

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