Resumo da Lição – A fé de Abraão

Vejam os itens mais importantes:
1. Paulo usou Abraão, como modelo de santidade e virtude, como exemplo de alguém que precisou ser salvo pela graça, sem as obras da lei. Paulo não deixou espaço para equívocos e nem dúvidas.
2. Se a salvação de Abraão teve que ser pela graça, todos os outros, judeus e gentios, devem receber a salvação da mesma forma.
3. Em Romanos 4, Paulo revelou 3 etapas principais no plano da salvação: 1- a promessa da bênção divina, isto é, promessa da graça; 2- a resposta humana a essa promessa da fé; 3- o pronunciamento divino da justiça creditada àqueles que creem (justificação). Foi assim com Abraão, e é assim conosco.
4. Paulo citou as palavras escritas em Gênesis 15;6: “Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça”. Podemos ver a justificação pela fé nas primeiras páginas da Bíblia.
5. Embora sejamos salvos pela graça, mediante a fé, a obediência à lei moral continua valendo. A lei mantém sua função ética.
6. A fé não anula a lei de Deus. Todos os que guardaram as leis do Antigo Testamento NUNCA foram salvos por essa prática. A religião do Antigo e do Novo Testamento, sempre teve como base a GRAÇA de Deus concedida aos pecadores pela fé.
7. Abraão se tornou justo porque creu; Paulo afirmou que é feliz aquele a quem Deus atribui justiça, independentemente da lei. Se Abraão tivesse que ser salvo pela lei, ele jamais teria alcançado a salvação.
8. Paulo apresentou a restauração de Davi como um exemplo de justificação pela fé. O perdão foi um ato da grça de Deus.
9. Se alguém acredita que deve merecer aceitação e salvação, que deve chegar a um certo padrão de santidade pelas suas próprias obras, pratica a religião excessivamente egocêntrica, a última coisa de que alguém precisa.
10. O correto é compreendermos a grande notícia de que a justificação é um dom de Deus, totalmente imerecido, e nosso foco deve ser o amor e a misericórdia de Deus. Definitivamente, não somos o foco.
11. Paulo declarou em Rm 4:6-8 “Feliz o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras; felizes são aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; feliz é o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”.
12. “O pecador tem que ir a Cristo, com fé, apropriar-se de Seus méritos, depor seus pecados sobre o Portador dos pecados e receber Seu perdão. Foi por causa disso que Cristo veio ao mundo. Assim, é imputada a justiça de Cristo ao pecador arrependido e crente. Torna-se então membro da família real”. E.G.White, Mensagens Escolhidas, v.1, p.215.
13. Paulo explicou que a salvação pela fé não era apenas para os judeus, mas também para os gentios. Abraão não era judeu; ele veio da linhagem pagã. Quando Abraão foi justificado, ele não era circuncidado. A morte de Cristo foi em favor de TODOS, independentemente da origem ou nacionalidade. Heb 2:9
14. Deus fez uma promessa a Abraão de que ele seria herdeiro do mundo. Abraão creu nessa promessa e aceitou a função que ela envolvia. Como resultado, Deus o aceitou e trabalhou por meio dele para salvar o mundo.
15. Paulo estava escrevendo para os romanos e havia por parte de muitos um equívoco: acreditavam que sua salvação dependia de quão bem eles guardassem a lei, embora o Antigo Testamento não ensinasse isso.
16. Paulo argumentou na tentativa de corrigir esse erro: Abraão recebeu as promessas mesmo antes da lei do Sinai, não pelas obras da lei, mas pela fé. E escreveu mais…
17. Buscar receber as promessas de Deus por meio da lei, torna a fé vazia, até inútil; a fé salva e a lei condena. Todos nós transgredimos a lei, todos nós necessitamos da mesma coisa de que Abraão necessitou: a justiça salvadora de Jesus creditada a nós pela fé, a verdade que por fim levou à Reforma Protestante.
18. O princípio de que o homem pode se salvar por suas próprias obras está na base da religião pagã.
19. A fé nos liberta de estar debaixo da lei, sob sua tutela.
20. Nenhuma lei pode dar vida, nem mesmo os mandamentos de Deus, pois todos transgrediram essa lei, e portanto, todos são condenados por ela.
21. A promessa da fé, revelada por Cristo, liberta todos os crentes da condição em que estão “debaixo da lei”.
22. A lei se torna um fardo quando é apresentada sem fé, sem graça, pois sem fé, sem graça, sem a justiça que vem pela fé, estar debaixo da lei significa estar debaixo do fardo e da condenação do pecado.
23. “Ninguém será justificado diante dEle por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”. Rm 3:20
24. Se a lei de Deus foi abolida, então, por que mentir, assassinar e roubar ainda é pecado ou errado?
25. No Novo Testamento, aparecem tanto a lei como o evangelho. A lei mostra o pecado; o evangelho indica o remédio para esse pecado, que é a morte e a ressurreição de Jesus.
26. Se não há lei, não há pecado! A lei tem seu valor. Se não houvesse lei, não haveria pecado, logo, Jesus não precisaria morrer na cruz.
27. Nada revela mais a validade continuada da lei do que a morte de Jesus, uma morte que ocorreu precisamente porque a lei não podia ser mudada.

Senhor Jesus, ajuda-nos, porque  como cristãos queremos viver em paz com nossos irmãos próximos a nós e com nossos irmãos da igreja. Ajuda-nos a praticar o mesmo espírito que Jesus tinha nos Seus relacionamentos. Amém!

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!
Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Link para a lição completa: http://mais.cpb.com.br/licao-adultos/