Prisão de Paulo em Jerusalém

Vejam os itens mais importantes:

1. Depois da primeira viagem missionária de Paulo, ficou claro que alguns problemas surgiriam em relação aos gentios: como deveriam ser admitidos na fé.

2. Paulo tentou construir pontes para promover a unidade na igreja entre gentios e judeus: decidiu solicitar às igrejas gentílicas que prestassem ajuda financeira aos irmãos na Judeia – “coleta cos santos” (ICom16:1)

3. Isso explica a forte determinação de Paulo em ir à Jerusalém, apesar dos riscos. Ele tinha amor verdadeiro pelos irmãos judeus e desejava uma igreja unida.

4. Paulo enfatizava que judeus e gentios eram igualmente salvos pela fé, e não pelas obras da lei; o evangelho inclui a todos.

5. O que aconteceu com Paulo quando chegou a Jerusalém? a- foi recebido com alegria por cristãos ligados a Mnasom, com quem devia se hospedar;

b- Paulo contou para seus irmãos com detalhes o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério; c-  relatou: “dezenas de milhares há entre os judeus que creram e todos são zelosos na lei”; d- Tiago e os anciãos ficaram preocupados com a reputação de Paulo, porque havia boatos que ele estava ensinando a abandonar Moisés, dizendo que não deviam circuncidar os filhos. Claro, isso não era verdade.

6. Paulo foi aconselhado a fazer algo estranho – ele devia fazer alguma coisa para agradar os judeus: financiar o voto de nazireado de alguns cristãos judeus, isto é, um ato de piedade para consagrar-se a Deus. Paulo topou…e então, Paulo falhou… foi transigente e sua ação endossou as motivações legalistas por trás da recomendação que lhe fora feita.

7. Paulo fez aquilo que estava combatendo ou reprovava: a ideia de que havia DOIS evangelhos, um para os GENTIOS = salvação pela fé e outro para JUDEUS = salvação pelas obras.

8. Ellen G. White afirma “Paulo não estava autorizado por Deus para ceder tanto quanto pediam”.

9. Paulo como aceitou a sugestão dos líderes da igreja, participou de um ritual de purificação de SETE dias para participar da conclusão do voto com mais 4 homens. Logo, Paulo teve que se purificar antes de ir até os sacerdotes para avisá-los de seu processo de purificação relacionado aos nazireus.

10. Quando os judeus vindos da Ásia, viram Paulo no templo, criaram um grande tumulto e o agarraram e começaram a gritar: “Israelitas, socorro! Este homem ensina a todos a ser contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado”. Atos 21:28

11. Qual foi a causa desse tumulto? aquelas pessoas haviam visto TRÓFIMO, cristão gentio de Éfeso com Paulo e acharam que havia entrado no templo onde só judeus podiam entrar. Havia placas em grego e latim advertindo os visitantes gentios a NÃO AVANÇAREM, risco de morte!

12. O companheiro de Paulo, Trófimo, não havia entrado no templo. Mesmo  assim, arrastaram Pedro para fora do templo e queriam matá-lo!

13. Tudo isso chegou ao conhecimento do comandante romano Claudio Lísias que veio com suas tropas e resgatou Paulo, antes que a multidão o matasse.

14. Paulo foi preso e atado com correntes enquanto o comandante analisava os acontecimentos. Em seguida, ordenou que fosse recolhido à fortaleza. Os soldados protegeram Paulo e a multidão que o seguia, gritava: “Mata-o”.  Atos 22:36

15. Quando Paulo estava sendo recolhido, pediu permissão (falando em grego) ao comandante para falar ao povo. O comandante perguntou se ele era um certo judeu egípcio que havia feito uma revolta em Jerusalém, cerca de 3 anos atrás?

16. Paulo respondeu: “eu sou judeu, natural de Tarso”. O comandante permitiu que Paulo falasse ao povo; ele falou na língua hebraica: “Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e fui instruído por Gamaliel… falou da sua conversão, sua devoção ao judaísmo, a ponto de perseguir os que acreditavam em Jesus… Paulo contou como foi transformado, a sua experiência e por que ele estava fazendo o que fazia…

17. Depois de tudo isso… o povo? o povo pediu a morte de Paulo.

18. O comandante romano decidiu interrogá-lo por meio de açoites. Além de ser judeu puro sangue, Paulo também tinha cidadania romana. Ele não podia passar por essa tortura. Chegou a perguntar: “É lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?”  Atos 22:25

19. O comandante recuou… no dia seguinte, soltou Paulo e o entregou ao Sinédrio.

20. O que aconteceu com Paulo no Sinédrio ? Paulo começou a sua defesa, dizendo que tinha andado diante de Deus com toda boa consciência… logo recebeu uma bofetada na boca… Depois, Paulo continuou “Deus há de ferir-te, parede branqueada, tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas agredir-me?” Atos 23:3

21. Paulo, muito inteligente, falou-lhes que ele era fariseu, filho de fariseus! no tocante à esperança e à ressurreição era julgado. Isso desestabilizou o processo. O povo estava dividido: alguns queriam sua morte, outros diziam que não achavam nenhum mal nele… Novamente foi levado para a fortaleza.

22. Na noite seguinte, o Senhor pondo-se ao lado dele, disse “Coragem, pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma”. Atos 23:11

23. Um grupo de 40 homens tramaram uma emboscada para matar Paulo, mas o filho da irmã de Paulo ouviu e foi correndo contar para o tio.

24. O comandante mandou preparar uma comitiva de 200 soldados, 70 de cavalaria e 200 lanceiros para escoltar Paulo até Cesareia. Foi enviada uma carta para o governador Félix. O conteúdo da carta? um relatório justo sobre a situação afirmando que Paulo parecia inocente.

25. Paulo por ser romano, merecia um julgamento legal, e tinha o direito de se defender.

26. Félix tratou Paulo de maneira juridicamente correta. Depois de um interrogatório, ordenou que ele ficasse preso até que os acusadores chegassem.

Quantos problemas Paulo enfrentou… mesmo assim, perseverou até o fim! Que fé! Quanto amor a Jesus! 

Cristo Jesus, dá-nos coragem de que precisamos, para perseverar até o fim. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço! 

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP