O Concílio de Jerusalém

Vejam os itens mais importantes:

  1. Após mais de dois anos, Paulo e Barnabé retornaram para a Antioquia da Síria. Era natural que eles trouxessem notícias e/ou relatório do trabalho realizado para a igreja. A ênfase do relatório, no entanto, era o que Deus havia feito por eles.
  2. Desde o início, a igreja de Antioquia era composta por judeus helenistas e gentios incircuncisos. Aparentemente, viviam em comunhão pacífica com os outros, mas… E o que aconteceu?
  3. Essa paz, essa comunhão, foi destruída pela chegada de um grupo de cristãos de Jerusalém. Esse grupo era chamado de “judaizantes” identificados no capítulo 5 de Atos como fariseus cristãos. Paulo em seu livro Gálatas, os chamou de “perturbadores” e “falsos irmãos” Gl 1:7; 5:10, e Gl 2:7.
  4. – Por que eram assim chamados? eles procuravam destruir gradativamente a liberdade espiritual do evangelho e levar os gentios conversos à escravidão do legalismo.
  5. O argumento deles era simples: a menos que os gentios fossem circuncidados e guardassem todas as demais leis cerimoniais judaicas, eles NÃO podiam ser salvos. Eles relacionavam a circuncisão com a salvação. Em suma, os gentios só poderiam ser salvos se eles se tornassem prosélitos judeus!!
  6. Paulo e Barnabé concordaram com essas ideias ou requisitos ? Não, não, não! Essas ideias iam contra a própria natureza do evangelho. A unidade da igreja estava em risco. Em Atos 15:2, o autor Lucas relata que houve uma contenda, um conflito ou dissensão. E daí?
  7. Paulo e Barnabé decidiram que o assunto era muito importante pra ser decidido apenas localmente. E Então? os irmãos de Antioquia resolveram enviar diversos DELEGADOS a Jerusalém, inclusive Paulo e Barnabé, com o propósito de encontrar uma solução.
  8. A grande questão – A circuncisão: a- não era uma ordenança humana; b-foi estabelecida por Deus como sinal de Sua aliança como descendentes de Abraão, Seu povo; c- todo escravo ou estrangeiro que desejasse experimentá-la, deveria ser circuncidado, e então, teria o mesmo status diante de Deus; e- os judaizantes insistiam que nenhum gentio poderia se beneficiar da salvação de Jesus, o Messias de Israel, sem antes se
    tornar judeu.
  9. Como Paulo compreendia a circuncisão? a- os judaizantes estavam misturando dois conceitos: aliança e salvação; b- ser membro da comunidade da aliança de Deus não garantia a salvação; c- Abraão foi salvo pela fé, o que ocorreu antes da circuncisão, e não por causa dela; d- a salvação sempre foi pela fé! e- a graça salvadora de Deus não age onde as obras humanas atuam; f- impor a circuncisão aos cristãos gentios era distorcer a verdade do evangelho e anular a graça de Deus e tornar Jesus de nenhum proveito; g- não se pode negar o caráter universal da salvação.
  10. Pedro deu sua contribuição nesse DEBATE. – O que ele disse? a- sua experiência feliz com Cornélio, gentio incircunciso; b- Deus aceitou a conversão de Cornélio, dando a ele e à família o mesmo dom do Espírito que havia dado aos apóstolos no Pentecostes; c- Deus não faz acepção entres judeus e gentios em relação à salvação; d- os gentios cristãos não deveriam ser considerados impuros; e- “cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram”. Atos 15:11
  11. – Qual foi a solução proposta por Tiago? a- Deus já havia estabelecido que os gentios se unissem ao povo de Deus reconstruído, e assim eles poderiam ser incorporados a Israel; b- não deveria ser imposta aos gentios conversos essa restrição – circuncisão.
  12. Houve um “Decreto Apostólico” – A salvação é pela graça, os gentios seriam isentos da circuncisão, mas deveriam se ABSTER de quatro coisas: 1- carne oferecida em sacrifício aos ídolos em rituais pagãos; 2- consumo de sangue; 3- carne de animais estrangulados, isto é, a carne cujo sangue não tinha sido drenado; 4- imoralidade sexual nas suas várias formas.
  13. Sob a direção do Espírito Santo, os apóstolos apenas reproduziram os regulamentos de Levítico 17 e 18. Todo estrangeiro que desejasse viver em Israel deveria renunciar às práticas pagãs e assumir uma posição contra o paganismo. Uma vez aceito os itens acima citados, esperava-se que ele cumprisse a vontade de Deus, obedecendo aos mandamentos de Deus.
  14. Foram tomadas várias medidas pela Igreja de Jerusalém sobre a decisão do Concílio: a primeira medida foi escrever uma carta aos cristãos gentios para informá-los o que havia sido decidido; essa carta escrita em nome dos apóstolos e anciãos de Jerusalém foi datada em 49 d.C. Era um documento oficial que refletia a autoridade da Igreja.
  15. A segunda medida foi nomear dois delegados, Judas Barsabás e Silas, para acompanhar Paulo e Barnabé até Antioquia. A tarefa deles era levar a carta e confirmar seu contéudo.
  16. A reação da igreja de Antioquia quando recebeu a carta – a igreja transbordou de alegria por causa da mensagem encorajadora.
  17. Ao final do Concíclio, o evangelho de Paulo foi plenamente reconhecido pelos líderes da Igreja em Jerusalém, estendendo a ele e a Barnabé. Mesmo assim, ainda um grupo de cristãos judeus continuou a viver pela lei judaica porque não queriam se relacionar com os gentios (impuros).
  18. Surpreendentemente, houve um incidente envolvendo Pedro e Paulo. Paulo cobra coerência a Pedro: Pedro comia com os gentios… quando Paulo e Barnabé chegam perto dele, Pedro se retirava de mansinho…
  19. Ellen G. White escreveu “Até mesmo os discípulos não estavam todos preparados para aceitar de boa vontade a decisão do concílio”.

Senhor Jesus, queremos ser instrumentos que promovam a harmonia e paz na nossa igreja. Venha nos ajudar. Amém.
Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

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