Juízo sobre a Babilônia

Vejam os itens mais importantes:

1. Vamos começar o nosso estudo dessa semana com a 7ª. praga relatada em Ap 16:17 e 18: “O sétimo anjo derramou a sua taça no ar; e saiu uma grande voz do santuário, da parte do trono, dizendo: ESTÁ FEITO. E houve relâmpagos e vozes e trovões; houve também um grande terremoto, qual nunca houvera desde que há homens sobre a Terra, terremoto tão forte quão grande”.

2. Os versículos seguintes falam que a grande cidade fendeu-se em três partes e as cidades das nações caíram; as ilhas fugiram e os montes não foram achados; e sobre os homens caiu do Céu uma grande saraivada; pedras quase do peso de um talento (muito grande), e os homens blasfemaram de Deus por causa do sofrimento.

3. Apocalipse 17:1, João descreve o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas = poderes civis, seculares e políticos do mundo.

4. Na Bíblia, “mulher” é  = povo de Deus. A verdadeira igreja de Deus = mulher pura; uma prostituta = igreja falsa e apóstata.

5. Assim como a Babilônia antiga dependia do rio Eufrates para a sua subsistência, a Babilônia do tempo do fim dependerá do apoio das massas para impor seus planos.

6. Surgirão dois grupos envolvidos numa relação ilícita com a Babilônia do tempo do fim e seduzidos por ela: 1- reis da Terra = poderes políticos governantes, retratados em uma relação adúltera com a prostituta Babilônia, isto é, uma união entre Igreja e Estado; 2- relação ilícita com a prostituta Babilônia são os habitantes da Terra, o povo governado, população comum. Eles se embebedarão com o vinho da prostituição de Babilônia, isto é, o vinho da imoralidade de Babilônia.

7. Quando as pessoas estão embriagadas, não pensam com clareza e consequentemente são facilmente controladas.

8. Esses habitantes são intoxicados pelas práticas e ensinamentos falsos de Babilônia, sendo enganados a pensar que ela pode PROTEGÊ-LOS!

9. O mundo inteiro será desviado por Babilônia, com exceção de um remanescente fiel. Claro, queremos fazer parte desse remanescente leal a Deus!

10. Leiam Ap 17: 3 – Ao ser levado para o deserto, João viu uma mulher- prostituta, montada numa besta vermelha, vejam os detalhes: estava repleta de nomes de blasfêmias, com sete cabeças e dez chifres; vestida de púrpura e escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérola, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias de sua prostituição.

11. O que significam? prostituta = entidade religiosa; besta = poder político. Essas duas entidades se unirão no tempo do fim; montar = domínio; logo, o sistema religioso do tempo do fim dominará os poderes seculares políticos; adornada de ouro, de pedras preciosas e pérolas = adornar para aumentar o poder de seduzir; cor vermelha = cor de sangue, caráter opressor do sistema religioso; o vestido da prostituta = falsificar as vestes do sumo sacerdote (púrpura, escarlate e ouro); cálice = lembra utensílios do santuário; o cálice na mão da prostituta = aparência da verdade para esconder o vinho, as falsidades do sistema religioso de Satanás no tempo do fim, a fim de seduzir o mundo para longe de Deus.

12. Ainda mais… a prostituta estava embriagada com sangue dos santos e dos mártires que morreram como resultado de seu testemunho. Esses crimes de sangue = ligam a Babilônia do tempo do fim ao cristianismo apóstata medieval, liderado pelo papado e responsável pela morte de milhões de cristãos fiéis ao evangelho.

13. Como é identificada a besta escarlate ou vermelha? é aquela que fez guerra contra o povo de Deus e o venceu. O período de perseguição levou a mulher para o deserto durante o tempo profético dos 1.230 dias/anos, de 538 a.C. a 1798.

14. Leiam Ap 17:8 e Ap 13:8 – Esclarece as três fases da atuação da besta; Isso é, uma contrafação do nome divino, Yahweh, “Aquele que É, que Era e que Há de ser”.

15. Vejam as três fases da existência da besta e o que significam:  a- “era” = existiu no passado – 1.260 dias; b- “Não é” = a besta deixou de existir, pelo menos em 1797; ela desapareceu por um tempo; c- a cura da ferida mortal = a besta ressurgirá recuperando seu poder com toda a fúria satânica.  Haverá uma breve união da religião com a política.

16. Já falamos que a besta possuía 7 cabeças e 10 chifres; o que significam?

as sete cabeças eram sete montes; representam reis de maneira individual, pois o Apocalipse não lida com indivíduos, mas com sistemas. Na profecia, os REIS representam REINOS, logo, os sete montes simbolizam os sete grandes impérios sucessivos que dominaram o mundo ao longo da história.

17. Na época de João, cinco desses impérios já haviam caído, um deles existia e o outro ainda não havia chegado ao poder. A interpretação mais aceita é que os grandes reinos são: Egito, Assíria, Babilônia, Média-Pércia e Grécia. O sexto, era o que existia nos dias de João, o Império Romano.

18. E o sétimo reino? Não havia chegado ainda… era a besta do mar de Ap 13, o PAPADO ROMANO, que dominou e feriu o povo de Deus e que viria após os dias de João.

19. João foi informado ainda a respeito do oitavo poder. Como assim? a besta escarlate é um oitavo poder mundial, embora seja uma das sete cabeças. O oitavo poder mundial aparecerá em cena pouco antes do fim e caminhará para a perdição.

20. E os 10 chifres? não vamos nos assustar… O Apocalipse NÃO REVELA quem são. Só podemos adiantar que eles são uma confederação política passageira que surgirá pouco antes do tempo do fim e que apoiará a prostituta.

21. Os 10 chifres são poderes que sucedem as nações dividias da Europa, cheios de ódio, de repente se voltarão contra a prostituta, a Babilônia – a manifestação do papado no tempo do fim. Eles se sentirão enganados e, em hostilidade, a atacarão. Esse sistema religioso apóstata do tempo do fim sofrerá a plenitude do juízo divino juntamente com todos aqueles que escolherem se identificar com ele.

 

Senhor Jesus, Desejamos ser fiéis até o fim. Queremos fazer parte do remanescente fiel a Ti e viver a eternidade. Venha nos ajudar. Amém.

 

Feliz Sábado! Sejam felizes!

Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.