Da cova dos leões à cova do anjo

Segue o Resumão da Lição desta semana – Da cova dos leões à cova do anjo.
Vejam os itens mais importantes:
1. Esta semana vamos estudar o capítulo 6 do livro de Daniel.
2. Vimos no último estudo a morte do rei da Babilônia Belsazar e consequentemente, a queda de Babilônia.
3. Depois que os medo-persas tomaram Babilônia, Dario, o persa, reconheceu a sabedoria de Daniel e o convidou para fazer parte do novo governo.
4. Daniel se destacou muito e foi promovido a administrador-chefe de todo o governo.
5. A Bíblia descreve Daniel nesse momento de sua vida: “nele havia um espírito excelente; era fiel e digno de confiança, e não se achava nele erro nem culpa”. Dn 6:3 e 4
6. Daniel foi fiel aos deveres seculares sob o governo dos medo-persas e acima de tudo, ao Seu Deus verdadeiro.
7. Pessoas invejosas – Lúcifer teve inveja quando os anjos curvaram-se diante de Jesus. Seu coração estava cheio de inveja e rancor. Abrigar esses sentimentos é muito perigoso e lembramos de um dos Dez Mandamentos registrado em Ex 20:17 “Não cobiçarás”…
8. A grande verdade = as habilidades de Daniel eram tão boas e impressionavam ao rei, mas provocaram INVEJA em outros oficiais. Logo, eles conspiravam para se livrarem de Daniel ou pelo menos prejudicá-lo de alguma forma.
9. Por mais que tivessem procurado, não encontraram falhas na administração de Daniel. Ele era irrepreensível; não havia NADA que os oficiais pudessem fazer para levantar uma acusação contra ele.
10. O que esses oficiais planejaram? Uma situação na qual o profeta fosse confrontado com o dilema de obedecer à Lei de Deus ou à lei do império.
11. Esses terríveis homens tinham certeza, estavam convencidos de que, Daniel sempre se posicionaria ao lado da Lei de Deus.
12. Ficamos encantados com o testemunho da fidelidade de Daniel!
13. Dario havia descentralizado o governo e estabelecido 120 sátrapas para tornar a administração mais eficiente. Para não correr o risco de dividir o reino, todos deveriam obedecer às ordens do rei. Até aí, parece razoável… mas os homens invejosos pediram que o rei fizesse um decreto.
14. Qual era o decreto? “Todo homem que, por espaço de 30 dias, fizer petições a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na COVA DOS LEÕES”. Dn 6:7 mk
15. Por que a punição de ser lançado na cova dos leões? Antigos monarcas do Oriente Próximo colocavam leões em jaulas a fim de libertá-los em certas ocasiões para caçar. Portanto, não faltariam leões para despedaçar quem ousasse transgredir o decreto do rei!
16. Aqueles sátrapas tiveram o cuidado de pedir para o rei assinar a escritura para que nada fosse mudado, segundo a “lei dos medos e dos persas”, nada poderia ser revogado.
17. O rei assinou? Sim… tudo que aqueles homens maus queriam: o decreto e a escritura!
18. O rei caiu na armadilha … ele não investigou quais eram as verdadeiras motivações por trás da proposta. Ele não conseguiu perceber que a lei era uma conspiração para prejudicar Daniel.
19. Acreditamos que Daniel sabia que esse decreto não era apenas uma questão mera política humana, mas uma batalha cósmica entre Deus e as forças do mal. Ele já havia recebido as visões registradas em Daniel 7 que vamos estudar futuramente; logo, se encheu de coragem para enfrentar essa crise com determinação.
20. Acreditamos também que Daniel deve ter se lembrado da experiência da fidelidade a Deus de seus 3 companheiros na fornalha ardente e como foram salvos por Jesus.
21. Daniel estava acostumado a orar a Deus 3 vezes ao dia. Não mudou seus hábitos devocionais. Entrava em seu quarto e as janelas ficavam abertas do lado de Jerusalém. Ele ficou sabendo do decreto e da escritura do rei, mas não parou de orar. Não podia negar a sua fé e confiança em Deus.
22. Daniel era uma minoria absoluta. Era o único, entre dezenas de governadores e outros oficiais, contrariando o decreto real.
23. Importante afirmar que Daniel demonstrou mediante sua vida aberta de oração a sua lealdade a Deus que tinha ANTES de ser um colaborador do rei. ANTES também de sua lealdade ao rei e a seu decreto irrevogável.
24. O que aconteceu? Sabemos a história… os conspiradores avistaram Daniel orando e correram para avisar ao rei e então, exigiram que ele cumprisse seu decreto. O rei tentou até ao pôr do sol livrar Daniel.
25. Que situação difícil para o rei. Ele gostava muito de Daniel… e agora? Claro, cumpriu seu decreto. Depois que Daniel foi jogado na cova dos leões, o rei se dirigiu para o seu palácio muito triste; passou a noite em jejum, dispensou a música e não conseguiu dormir.
26. No dia seguinte, bem cedinho, o rei foi com pressa à cova dos leões e clamou com voz triste: “Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te? Daniel respondeu: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o Seu anjo para fechar a boca dos leões, para que não me fizesse dano, porque foi achada em mim inocência diante Dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum”. Dn 6:20-22
27. O rei ficou muito alegre e mandou tirar Daniel da cova dos leões e ordenou que lançasse na cova dos leões aqueles homens que tinham acusado a Daniel, eles e seus filhos e suas mulheres… todos foram mortos pelos ferozes animais. J
28. O rei exaltou a Deus; fez um decreto para que todos os povos e nações tremessem e temessem o Deus de Daniel, o “Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e Seu domínio não terá fim”. Dn 6:25 e 26
29. Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario!
30. Ellen G. White afirmou que Deus não impediu que Daniel fosse lançado na cova dos leões, mas permitiu o livramento do Seu servo e também para ficar bem marcante a derrota dos inimigos da verdade e da justiça.
31. A morte dos acusadores de Daniel junto de seus filhos e esposas nos causaram tristeza… vale ressaltar que de acordo com a lei persa, a punição do culpado incluía toda a família, e a Bíblia relata a ação, mas não endossa a ação do rei. Claro, a Bíblia proíbe que os filhos sejam mortos por causa dos pecados dos pais. Vejam Dt 24:16
32. Aplicações para a nossa vida hoje: 1- precisamos ter cuidado para não abrigar o sentimento de inveja, é perigoso e é pecado; traz destruição e inimizade entre as pessoas; 2- Caráter de Daniel, devemos imitá-lo; 3- hábitos devocionais de Daniel… orava 3 vezes ao dia, e nós? 4- devemos demonstrar lealdade a Deus em quaisquer circunstâncias; 5- a História e a Palavra de Deus não sugere que o povo de Deus será poupado de aflições e sofrimento; garante que, no conflito contra o mal, o bem acabará vencendo, e Deus finalmente vindicará Seu povo.

Deus amado, venha nos ajudar. Queremos ser fiéis a Ti até o fim. Queremos participar da vitória final com Cristo. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.