Da contaminação à Purificação

Segue o Resumão da Lição desta semana – Da contaminação à purificação que elaborei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Nesta semana vamos estudar o capítulo 8 do livro de Daniel. Relata a visão do profeta em 548-547 a.C. e apresenta alguns esclarecimentos significativos sobre o juízo referido em Daniel 7.
2. O estudo desta semana – Daniel 8, deixa de fora Babilônia e começa com a Média-Persa. Por quê ? Porque o Império Babilônico estava em declínio e os persas estavam prestes a tomar o poder.
3. A linguagem e os símbolos mudam em Daniel 8 porque essa visão focaliza a purificação do santuário.
4. O que é comum entre Daniel 2, 7 e 8 ? A profecia da queda dos impérios mundiais. O que há de diferente no capítulo 8? O simbolismo está diretamente relacionado ao santuário de Deus.
5. Sugiro que vocês leiam todo o capítulo 8 com muita atenção prestando observando os detalhes do texto. Ao estudar a descrição completa da visão de Daniel, vamos encontrar novamente animais que têm simbolismos.
6. Quais são os animais mencionados ? um carneiro e um bode foram usados devido à sua relação com o ritual do santuário no Dia da Expiação, uma ocasião de juízo para o antigo Israel.
7. Carneiros e bodes eram usados como ofertas sacrificais no serviço do santuário. Somente no Dia da Expiação os dois são mencionados juntos.
8. Vocês entenderam? O carneiro e o bode foram escolhidos intencionalmente para lembrar o Dia da Expiação, que é o foco principal da visão.
9. O que Daniel viu? Um carneiro dando marradas em 3 direções: para o ocidente, para o norte e para o sul; esse movimento indica muito poder… nenhum poder lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele fazia tudo segundo a sua vontade e assim se engrandecia; o anjo explicou o significado para Daniel…
Significados: o carneiro com dois chifres = o Império Medo-Persa, e as 3 direções apontam para as 3 maiores conquistas dessa potência mundial.
10. Em seguida, surge um bode com um grande chifre; O bode se movia sem tocar o chão, isso quer dizer que ele se movia rapidamente; quando o bode se engrandeceu, o seu grande chifre foi quebrado.
Significados: o bode com um grande chifre = o Império Grego, sob o comando de Alexandre, o grande. Sem tocar no chão = rapidez das conquistas de Alexandre; chifre quebrado = deu lugar a 4 chifres, a saber, depois da morte de Alexandre aos 33 anos, 4 generais dividiram o seu reino.
11. Continuação… Depois de Daniel descrever os 4 chifres, continuou dizendo que de um deles, surgiu um chifre pequeno. Esse chifre/poder, veio de um dos 4 chifres, representados pelos 4 generais de Alexandre. Esse chifre veio de um dos quatro ventos do Céu.
12. Esse poder surgiu depois do Império Grego, e acreditamos que esse chifre é Roma em sua fase pagã e imperial. Esse chifre pequeno representa Roma, pagã e depois papal. Isso mesmo, Daniel viu Roma em ambas as fases, guerreando contra o povo judeu e cristãos primitivos, e, depois, na fase papal, seguindo até o presente e o futuro.
13. De acordo com o texto bíblico, o chifre pequeno primeiramente realizou um movimento horizontal e se tornou muito forte.
14. À medida que o chifre pequeno se torna o principal protagonista da visão, sua expansão vertical recebe atenção especial.
15. Daniel 8:10-12 – O chifre pequeno realizava atividade – atingia o exército dos Céus e tirava do Príncipe o sacrifício diário.
16. Daniel descreveu o fiel povo de Deus resplandecendo como as estrelas; uma perseguição ao povo de Deus cuja pátria está nos Céus (isso não é um ataque literal aos corpos celestes, mas referência a uma perseguição ao povo de Deus).
17. Embora milhares de cristãos tenham sido mortos por imperadores pagãos, o foco agora está nas ações verticais do chifre pequeno. O cumprimento dessa profecia está ligada à Roma papal e à sua perseguição através dos séculos.
18. Daniel falou sobre um Príncipe, que representa Jesus Cristo. Ele é o Príncipe do Exército. Ele é o nosso Sumo Sacerdote no Céu. Portanto, o papado e o sistema religioso que ele representa ofuscam e tentam substituir a função sacerdotal de Jesus.
19. Daniel falou também do sacrifício diário que aparece em conexão com o santuário terrestre a fim de designar os aspectos diversos e contínuos dos serviços rituais incluindo os sacrifícios e a intercessão.
20. É mediante esses serviços que os pecadores eram perdoados e o problema dos pecados era resolvido no tabernáculo. Esse sistema terrestre representa o ministério de intercessão de Cristo no santuário celestial. A profecia prediz que o papado troca a intercessão de Cristo pela intercessão de sacerdotes.
21. Logo, o chifre pequeno tira o ministério de intercessão de Cristo e simbolicamente derruba o lugar de Seu santuário.
22. Após o ataque devastador do chifre pequeno, foi feito o anúncio de que o santuário seria purificado. Esse juízo ocorre no Céu; o santuário também ocorre no Céu.
23. Interessante saber: Daniel 7 descreve a intervenção de Deus e Sua relação com os assuntos humanos a partir de uma perspectiva judicial, Daniel 8 descreve o mesmo evento do ponto de vista do santuário.
24. Santuário terrestre: o santuário terrestre foi moldado de acordo com sua contraparte celestial e servia para ilustrar os desdobramentos do plano da salvação. Os pecadores a cada dia traziam seus sacrifícios para o santuário, onde as pessoas eram perdoadas de seus pecados confessados, em certo sentido, transferidos para o santuário. “Tudo ficava contaminado”
25. Uma vez por ano, acontecia o processo de limpeza, um processo de purificação do santuário, isto é, limpeza do santuário, por causa dos pecados registrados nele. Esse processo era chamado de Dia da Expiação. Muitos animais eram mortos, simbolizando a posterior morte de Jesus; assim sendo, os pecadores podiam sobreviver.
26. E o santuário celestial? Os pecados confessados dos que aceitaram Jesus foram transferidos para o santuário celestial em que somente o sangue de Cristo pode perdoar os pecados e dar vida aos pecadores arrependidos no juízo.
27. Daniel 8:13… Daniel perguntou: quanto tempo vai durar aquilo que apareceu na visão? Resposta – até 2.300 tardes e manhãs. Depois disso, o santuário será purificado. 2.300 tardes e manhãs = 2.300 anos.
28. Esse período, 2.300 anos, se refere ao tempo do fim. É um período profético. Constitui a mais longa profecia de tempo. O capítulo 8 não apresenta as informações que nos permite calcular o início desse período de tempo, o que poderia esclarecer o seu fim.
29. O estudo da semana que vem, vamos estudar mais detalhes desta profecia.
30. Aplicações da Lição para nós hoje: 1- Deus tem todo o controle da História; 2- Em nossas lutas contra o pecado, não estamos sozinhos. Temos um Sumo Sacerdote no santuário celestial ministrando em nosso favor; 3- A mensagem do santuário nos mostra que somos perdoados pela graça de Cristo; 4- Um dia o mal será erradicado para sempre.

Jesus amado, obrigado pelo Seu amor e por interceder por nós, mesmo sendo pecadores. Queremos sempre estar ao Seu lado. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.