A Tristeza que vem de Deus

Para milhões de pessoas, este planeta é um lugar triste. Perdas, dores, doenças, dívidas, separações, morte, saudade, frustações, decepções, fracasso pessoal, entre outras tantas coisas, são motivo de tristeza. E enquanto a solução não chega, a alegria de viver não acontece. Essa é a tristeza do mundo que se não for superada pode gerar a morte (II Cor. 7:10).
A tristeza do mundo é também uma falsa tristeza pelo pecado cometido. Essa tristeza consiste no pesar pelas consequências do pecado e não pelo pecado em si. A tristeza do mundo foca apenas na superfície do problema. Ela não vai além do próprio ser humano e seus sentimentos. A mente é sobrecarregada de ressentimento, desgosto, amargura, raiva e rancor; mas não muda o coração e a vida.
A tristeza segundo Deus (II Cor. 7:10) vai no cerne da questão. É tristeza genuína pelo ato maligno, quer seja conhecido ou não, mas, que opera arrependimento a ponto de se odiar o mal praticado e abandoná-lo.
Existem duas palavras para arrependimento no Novo Testamento: metanoia e metamelomai. Metanoia é literalmente uma mudança de mente em virtude da graça de Cristo operando no ser humano, através do Espírito Santo. É a tristeza que vem de Deus para arrependimento e transformação.
Metamelomai é apenas lamento, remorso, arrependimento superficial e falso que não opera transformação de vida e não corrige a deformação do coração hipócrita.
Quando Deus envia Seu Santo Espírito e sentimos a verdadeira tristeza pelo pecado, então sabemos que Ele ainda não desistiu de nós. Seu amor é disciplinador e transformador. Ao sentir essa tristeza, louve o nome do Senhor e permita que Jesus complete a boa obra, pois “quem está em Cristo é nova criatura.”

Pr. Gilson Grüdtner