A experiência de unidade na Igreja Primitiva

Vejam os itens mais importantes:

1. A unidade da igreja é o resultado de uma experiência espiritual compartilhada em Jesus, que é a verdade. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim”. Jo14:6

2. Os sólidos laços da comunhão são formados em uma jornada e experiência espirituais coletivas. Os primeiros adventistas tiveram essa experiência no movimento milerita.

3. A experiência coletiva, em 1844, uniu o coração de todas aquelas pessoas que aguardavam a volta  de Jesus. Essa experiência deu à luz a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a verdade sobre o juízo investigativo, e tudo o que ele envolve.

4. A experiência dos discípulos de Jesus, após a Sua ascensão ao Céu, é um testemunho do poder da Palavra de Deus, da oração e da comunhão da unidade e harmonia entre os cristãos de origens muito diferentes.

5. Antes de Sua morte, Jesus prometeu que não  deixaria os discípulos sós. Outro Consolador, o Espírito Santo, seria enviado para acompanhá-los em seu ministério. O Espírito Santo ajudaria os discípulos a lembrarem de muitas coisas que Jesus tinha dito e feito e os guardaria de outras verdades. Quando Jesus subiu ao Céu, renovou a promessa – “Vós sereis Minhas testemunhas e recebereis o poder do Espírito Santo”. Esse poder deveria habilitar os discípulos a testemunhar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da Terra. Atos 1:8

6. Na prática, depois que Jesus voltou ao Pai, os discípulos tiveram 10 dias especiais de intensa preparação espiritual – “retiro” para aguardar o Pentecostes. Havia muita união entre eles: compartilhavam suas lembranças de Jesus, Suas obras, Seus ensinamentos e Seus milagres. “E perseveraram em oração”. At 1:14

E.G.White afirma que enquanto esperavam o Pentecostes, os discípulos se humilharam o coração em verdadeiro arrependimento e confessavam sua incredulidade. Os discípulos reconheceram que em muitas vezes não haviam compreendido o Mestre. Chegaram até a exclamar que se tivessem outra chance, agiriam de maneira muito diferente na companhia de Jesus, mostrariam mais amor e mais companheirismo. Esses sentimentos sinceros uniram os discípulos em íntima comunhão cristã. Eles estavam juntos, unânimes!

7. Quando chegou o Pentecostes, os discípulos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. At 2:2-4

8. Surpreendente = a dispersão da família humana original e a formação de grupos étnicos, iniciadas na Torre de Babel, foram desfeitas no Pentecostes. O milagre da graça começou a REUNIFICAR a família humana. A unidade da igreja de Deus em escala global testifica da natureza de Seu reino ao restaurar o que se perdeu em Babel.

9. A primeira atividade da comunhão de novos cristãos foi aprender com os ensinamentos dos apóstolos. Os apóstolos tinham convivido com Jesus e podiam falar de Jesus, Sua vida, seus ensinamentos, parábolas, sermões, milagres e ainda… como Ele tratava e amava as pessoas.

10. Podemos afirmar que nesse período, os apóstolos e os cristãos passavam muito tempo juntos. Comiam e oravam juntos. Essa comunhão perseverante gerou bons relacionamentos com outras pessoas em Jerusalém.

11. A obra do Espírito Santo na vida dos apóstolos e dos cristãos causou uma impressão poderosa nas pessoas que os rodeavam e serviu como um poderoso testemunho da verdade de Jesus como o Messias.

12. Lucas, o escritor bíblico, relata que o comportamento dos seguidores de Jesus logo após o Pentecostes era excelente: apoio mútuo entre eles. “Todos os que creram estavam juntos e tinham TUDO em COMUM. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. At 2:44 e 45.  Esse ato, não era exigência da comunidade, mas o resultado voluntário do amor. É uma expressão concreta da UNIDADE. Em Atos 4:36 e 37 podemos encontrar o exemplo de Barnabé, que era rico e possuía terra. Vendeu sua propriedade em benefício da comunidade e levou o dinheiro para os apóstolos.

13. Lucas também escreveu sobre a história triste de um casal que mentiu e pagou com a vida o seu erro. Estamos falando de Ananias e Safira, que demonstrou e apresentou ganância, egoísmo e cobiça. Não pode haver comunhão e amor fraternal quando as pessoas são egoístas, gananciosas e praticam a cobiça.

14. O último mandamento da Lei de Deus – “Não cobiçarás” – Ex 20:1-17 fala o que está oculto no coração. O pecado da cobiça não é uma ação; antes é um processo de PENSAMENTO. A cobiça e o egoísmo não são pecados visíveis, mas uma condição da natureza humana pecaminosa. Claro, esses pecados se tornam visíveis quando se manifestam em ações egoístas, como vimos na história de Ananias e Safira.

15. Vimos que os cristãos primitivos compartilhavam seus recursos para o bem comum. Encontramos também um bom exemplo de generosidade quando o apóstolo Paulo, em suas viagens missionárias, pediu ajuda às igrejas na Macedônia e na Acaia para os pobres de Jerusalém.

16. Deu certo – essa dádiva se tornou uma boa prática, principalmente entre os cristãos gentios, porque amavam seus irmãos e irmãs de herança judaica em Jerusalém. Esse ato fortaleceu a unidade que já existia na igreja.

17. Outro exemplo de generosidade – Igreja de Corinto = prestavam assistência aos pobres e eram ricamente abençoados!

18. Concluindo, os elementos que promoveram a unidade na igreja primitiva: a oração, a adoração, a comunhão, o espírito de generosidade, uma visão em comum e o estudo da Palavra de Deus.

19. E hoje, nos nossos dias? Como podemos contribuir positivamente para promover a unidade na nossa igreja?

Bondoso Deus, reconhecemos a importância da unidade na nossa igreja. Queremos imitar os cristãos primitivos nas suas boas ações. Venha nos ajudar. Amém!

Feliz Sábado! Sejam felizes! 

Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço! 

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.